EPSTEIN, Isaac. Ciência, poder e comunicação. IN: BARROS, Antonio (org.), DUARTE, Jorge (org.). Métodos e técnicas de pesquisa em Comunicação. São Paulo: Atlas, 2009. p. 15-31.
Ciência empírica (experimental):
Construção e abstração de um discurso a partir de um mundo fenomenal, através da construção/ constituição de um objeto de estudo e uma ruptura com o já acontecido.
Teorias Científicas:
- Pretendem estabelecer as condições/ regras que ligam os fatos entre si;
- Os fenômenos podem obedecer ou transgredir as leis/ teorias propostas para representação as constrições mencionadas;
- Devem prever meios pelo qual possam ser refutadas e serem passíveis de futuros testes.
Princípio da uniformidade da natureza:
- Determinadas características/ fenômenos que se repetem com alguma frequência.
"(...) o pensamento científico postula, na prática, uma natureza objetiva. Suas forças e leis existem fora dos propósitos e intenções humanas." (p. 17).
Pensamento mágico: invoca-se poderes extraordionários para alterar determinado fenômeno de acordo com nossos propósitos.
Pensamento científico: esta invocação é substituída pelo pensamento científico:
"O poder do conhecimento científico provém do aproveitamento, através de generalizações e interpretações teóricas (...) quanto às regularidades dos fenômenos sociais" (p. 17).
Objetivando o domínio da natureza e de conceitos, instrumentos que facilitem a dominação sobre outros homens (Marcuse).
Sendo a natureza regular e neutra em relação ao propósito humano, pode comportar-se como o diabo agostiniano, que é indeferente ao propósito humano. Ele corresponde aos dois primeiros estágios da racionalidade tecnológica, segundo Habermas.
O cientista social enfrenta o diabo maniqueu, que muda suas estratégias quando está para ser descoberto.
"Abordamos o terceiro estágio da racionalização. Aquele que recobre situações estratégicas onde calculamos um comportamento racional em oposição a adversários que também se comportam racionalmente" (Habermas)
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